sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Diagnóstico rápido e tratamento especializado fortalecem combate à leucemia no DF

Em 2025, Hospital de Base diagnosticou 89 casos agudos e acompanha 610 pacientes com a forma crônica da doença

Foto: Divulgação/IgesDF

Aos 30 anos, o consultor Alysson Borges ouviu uma notícia que muda qualquer vida: diagnóstico positivo para leucemia. O impacto foi imediato, mas a reação também veio com firmeza e esperança. “Quando recebi o diagnóstico, eu pensei: quero ficar curado. Vou enfrentar de cabeça erguida. Eu vou vencer. Você automaticamente fica triste. Ninguém quer passar por isso”, relembra.

Os primeiros sintomas pareciam comuns: tosse persistente, febre alta, cansaço intenso e sonolência. Ao se alimentar, Alysson sentia como se algo estivesse entalado na garganta. “Parecia que eu estava sufocando”.

A busca por atendimento o levou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Lá foi feito o encaminhamento ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), onde faz o tratamento para Leucemia.

Diagnóstico precoce pode salvar vidas

A leucemia é um tipo de câncer que se origina na medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A doença ocorre quando células anormais passam a se multiplicar de forma desordenada, prejudicando a produção saudável do organismo.

Segundo a chefe do Serviço de Hematologia do HBDF, Laura Ferraz, o quadro pode provocar anemia, sangramentos e infecções, o que exige atenção rápida.

“Fadiga constante, palidez, infecções frequentes, febre recorrente, sangramentos espontâneos, manchas roxas sem causa aparente, dor nos ossos e falta de ar são sintomas que não devem ser ignorados. Nas leucemias agudas, os sinais costumam evoluir em poucos dias ou semanas. Já nas crônicas, podem surgir de forma mais lenta, ao longo de meses”, explica.

Referência no tratamento de cânceres hematológicos na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base concentra o diagnóstico e o cuidado desses pacientes, com atendimento especializado e equipe formada por diferentes profissionais da saúde.

A gerente de operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias, destaca que o fluxo é ágil e sem demora para iniciar o tratamento. “Hoje temos uma triagem sem fila de espera. O paciente chega com os exames, fecha o diagnóstico e já sai com o tratamento programado.

Em média, são cerca de 15 dias entre o diagnóstico, a liberação das medicações e o início da terapia”, informa.

Tratamento moderno e acompanhamento especializado

Para Alysson, o maior desafio tem sido enfrentar as sessões de quimioterapia e radioterapia. “A quimioterapia é difícil, tem reações, é um processo pesado. Mas eu coloco na minha mente que aquela medicação é o que vai me curar. É o que vai me fazer ficar bem”, conta.

Além da quimioterapia convencional, o Hospital de Base oferece medicamentos mais modernos, muitos com menos efeitos colaterais, e faz encaminhamento para transplante de medula óssea quando há indicação clínica.

“Hoje temos respostas muito positivas aos tratamentos. É fundamental que o paciente mantenha o acompanhamento regular e confie na equipe”, reforça Larissa Dias.

Atualmente em remissão, Alysson destaca o apoio recebido durante todo o processo. “A força não vem só de dentro. Vem da família, dos amigos, dos profissionais de saúde e até de outros pacientes. Sou muito grato ao IgesDF, ao Hospital de Base e ao SUS. Desde o início fui muito bem atendido. Tenho confiança de que vou vencer. É uma luta que a gente trava junto”, afirma.

Campanha reforça conscientização e orienta população

Este mês é marcado pela campanha Fevereiro Laranja, dedicada à conscientização sobre a leucemia e à importância do diagnóstico precoce. A mobilização busca informar a população sobre sinais de alerta, incentivar a doação de medula óssea e reforçar que o tratamento está disponível gratuitamente na rede pública.

A porta de entrada para o cuidado começa na rede básica de saúde. Ao identificar sintomas como anemia, fraqueza e palidez, a UBS solicita exames iniciais e, diante de suspeita, encaminha o paciente ao Serviço de Hematologia do Hospital de Base.

A campanha também reforça a importância do cadastro como doador de medula óssea, que pode salvar vidas e ampliar as chances de cura de pacientes que precisam de transplante.

“Neste Fevereiro Laranja, a principal mensagem é que informação salva vidas. O IgesDF e o Hospital de Base seguem comprometidos em oferecer diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidado humanizado, garantindo assistência qualificada do primeiro sinal à continuidade do cuidado”, reforça Laura Ferraz.

Para doar medula óssea no Distrito Federal, cadastre-se no Hemocentro de Brasília. Para mais informações entre no site do Hemocentro.

Fonte: Agência Brasília