Marcela Passamani deixou nesta quarta-feira (1º) o comando da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), após seis anos à frente da pasta. Primeira mulher a ocupar efetivamente o cargo, ela sai do governo para disputar uma vaga de deputada distrital pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Marcela assumiu a secretaria em 2020, a convite do então governador Ibaneis Rocha. Durante o período, também passou a presidir o MDB Mulher no Distrito Federal. A passagem pela Sejus teve uma interrupção em abril de 2022, quando deixou o cargo para concorrer nas eleições, e foi retomada em novembro do mesmo ano, quando voltou à pasta.
A gestão começou em meio à pandemia de Covid-19, cenário que marcou parte das ações desenvolvidas pela secretaria naquele momento. Uma das principais iniciativas citadas no balanço da ex-secretária é o programa Sua Vida Vale Muito – Ação Hotelaria Solidária, criado para acolher 300 idosos em situação de vulnerabilidade durante 90 dias no Brasília Palace Hotel, em meio às restrições sanitárias impostas pela crise de saúde pública.
Ao longo da gestão, a Sejus concentrou parte das ações em programas voltados a mulheres, idosos, famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Entre os dados apresentados pela ex-secretária estão mais de 15 mil atendimentos realizados pelo programa Direito Delas, destinado a mulheres vítimas de violência, mais de 11 mil atendimentos no Viver 60+, voltado à população idosa, e mais de 500 mil atendimentos no GDF Mais Perto do Cidadão, iniciativa itinerante de prestação de serviços públicos.
Da experiência surgiu o Viver 60+, programa voltado ao envelhecimento ativo, com atividades de convivência, bem-estar e atendimento à população idosa em diferentes regiões administrativas. Segundo o balanço da gestão, a ação já soma mais de 11 mil atendimentos.
Na área de enfrentamento à violência contra a mulher, o Direito Delas foi uma das principais frentes da secretaria. O programa oferece acolhimento, orientação jurídica e apoio psicossocial a mulheres em situação de violência, e ultrapassou 15 mil atendimentos, segundo os dados apresentados pela ex-secretária.
Em complemento, o Protagonista da Casa foi apresentado como uma ação de apoio à autonomia feminina, enquanto o Banco de Talentos atua na qualificação e no encaminhamento para oportunidades de trabalho. Já o Fazer o Bem Tá na Moda e o Rejunte é com Elas foram citadas como iniciativas de capacitação e geração de renda para mulheres.
Na frente de acesso a serviços, o GDF Mais Perto do Cidadão levou atendimento direto às comunidades, com oferta itinerante de serviços públicos. De acordo com o balanço, o programa superou a marca de 500 mil atendimentos.
A secretaria também menciona o Na Sua Hora e o Na Hora Empresarial como medidas de modernização do atendimento ao público. As duas iniciativas foram apresentadas como formas de ampliar o acesso tanto da população quanto do setor produtivo aos serviços.
Na área de proteção às famílias, o Nasce uma Estrela foi descrito como um programa de orientação e acolhimento a gestantes. Já o Educação Vem do Berço aparece no balanço como uma ação que une cuidado e sustentabilidade nos primeiros anos da infância.
Voltado ao ambiente escolar, o Cidadania nas Escolas atua na prevenção de violências e na promoção de uma cultura de respeito entre estudantes. A gestão também destaca a inauguração de três novos Conselhos Tutelares, nas regiões do Sol Nascente/Pôr do Sol, Santa Maria e Estrutural.
Na área social, o Acolhe DF foi citado como uma iniciativa de encaminhamento voluntário de pessoas em situação de rua para tratamento. Já o Conversa com Eles buscou trabalhar a prevenção da violência doméstica a partir do diálogo com homens.
Outro programa mencionado no balanço foi o Cartão Vermelho para o Racismo, voltado ao enfrentamento da discriminação racial e à promoção de uma cultura de respeito. A ação integra o conjunto de políticas que a gestão afirma ter direcionado à proteção de grupos vulneráveis.
Ao encerrar a passagem pela Sejus, Marcela deixa a pasta com um discurso centrado na ampliação de políticas públicas de acolhimento e atendimento social. A saída ocorre em meio à movimentação para as eleições de 2026, quando ela pretende levar para a campanha a vitrine construída ao longo da gestão na área social do governo distrital.
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