A convite da SEGA, tive a oportunidade de testar Stranger Than Heaven durante o Play Days da Summer Game Fest 2026, em Los Angeles.
A empresa japonesa recebeu a imprensa internacional em um espaço caprichado, com direito a ambientação dos anos 50/60. Em uma espécie de bar, com palco e bateria, pude jogar durante uma hora três trechos de missão do mais novo game da Ryu Ga Gotoku Studio.
Stranger Than Heaven tem data de lançamento prevista para 15 de janeiro de 2027, com versões para PC, PlayStation 5 e Xbox Series S|X.
A versão demo de Stranger Than Heaven
A versão de demonstração de Stranger Than Heaven a que tive acesso durante a Summer Game Fest 2026 era completamente focada nas mecânicas de combate. Ou seja, infelizmente não tenho mais detalhes sobre a trama do jogo, além daqueles que já foram divulgados pela desenvolvedora.
Na primeira missão, que se passa na década de 1910, o foco era mostrar o novo sistema de combate proposto pela empresa. Em uma luta contra um gangue, aprendemos a lógica dos comandos no game. A ideia aqui foi simular os movimentos dos braços e das pernas em combate usando os lados direito e esquerdo do controle.
Em outras palvras, uma sequência de socos é aplicada com L1, depois R1, depois L1, como se você estivesse em um combate real. Socar apenas com R1, por exemplo, faz com que o personagem bata apenas com a mão direita e abra a guarda na esquerda.
Da mesma forma, se um inimigo agarra seu braço direito, de nada adianta tentar dar socos com ele. Você precisa socar com o braço esquerdo, enquanto tenta se livrar do oponente. A lógica é interessante e fácil de ser aprendida, mas leva um tempo até se acostumar com o timing dos controles.
Passeando entre as eras
A segunda parte da demonstração também apresentava uma briga contra uma gangue, mas já em outra era, nos anos 1920. Segundo me foi informado, essa já era uma experiência de combate “intermediária” e, portanto, um pouco mais trabalhosa, tanto em nível de dificuldade quanto em quantidade de inimigos.
Por fim, a experiência final era a de lutar contra um “chefão”, um espadachim armado. Apesar de ser um combate um pouco mais trabalhoso, não dá para dizer que era complexo. Situada nos anos 1940, a batalha ocupa um espaço intermediário também na história e acredito que o fato de combate ser menos exigente não deve ter reflexo na versão final do game.
Além da mecânica de combate pouco usual, chama a atenção também o capricho visual que a Ryu Ga Gotoku Studio dispensou à ambientação do game.
Não é nada do nível que vimos no trailer do novo Virtua Fighter Crossroads, mas é caprichado a ponto de causar um bom impacto visual durante toda a gameplay.
Infelizmente, em termos de história, ainda é cedo para entender, por exemplo, se o game tem alguma relação com as origens de Yazuka. Isso ficará para uma outra oportunidade, mas definitivamente temos algo muito interessante para esperar logo no início de 2027.
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