Sonic certamente tem um história com altos e muitos baixos em seu extenso portfólio de jogos lançados ao longo dos últimos 35 anos. Tanto que, 10 anos atrás em um momento especialmente ruim para a série, a SEGA chegou a considerar desistir de vez de seu mascote, segundo relata Takashi Iizuka, chefe do Sonic Team, a divisão responsável pelos games do personagem.
O período nos coloca em 2016, um ano depois da estreia de Sonic Boom: Rise of Lyric, um título que chegou a virar meme pela sua quantidade de bugs. Não foi apenas ele que irritou a SEGA, no entanto. Rise of Lyric foi a gota d’água numa sucessão de lançamentos mal recebidos, como Black Knight, Free Riders e Lost World.
Em entrevista com o GamesRadar+, Iizuka comentou que “teve até um momento em que a SEGA disse – ‘quer saber? Não precisamos que você faça mais jogos do Sonic. Estamos de boa. Já deu do Sonic.”
O líder do time por trás do ouriço azul menciona que a pressão aumentou sobre ele para não deixar o mascote morrer. “10 anos atrás, quando eu me mudei para os Estados Unidos, Sonic estava em um momento realmente baixo, e eles disseram, ‘Iizuka-san, se você não for para a América e não começar a reconstruir isso e levantar o Sonic de volta, o Sonic vai acabar, e nós vamos apenas acabar logo com isso.”
Sonic Boom não foi de todo ruim para o personagem
É interessante lembrar que, enquanto Rise of Lyric quase foi o último jogo do mascote da SEGA, o universo de Sonic Boom não foi inteiramente problemático para o personagem. Dos jogos saiu uma animação que conquistou um certo sucesso, e ajudou a manter a marca viva.
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Não muitos anos depois tivemos o filme do personagem, chegando em 2020 com imenso sucesso – ainda mais levando-se em conta a performance que adaptações de jogos costumavam conseguir.
Hoje em dia os games do personagem seguem oscilando entre erros e acertos, mas podemos especular que ele não está mais em perigo. Iizuka agradece aos jogadores que ajudaram a manter o herói mesmo em seus pontos mais baixos. “É realmente graças aos fãs que o Sonic ainda vive.”

