Motoristas do Distrito Federal passaram a notar a redução no preço da gasolina e do etanol na hora de abastecer nos últimos dias. A queda no valor do litro dos dois combustíveis foi vista depois da decisão do Governo Federal de aumentar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.
O Jornal de Brasília passou por alguns postos de combustíveis na capital, e os preços variavam. No Riacho Fundo, por exemplo, é possível achar locais vendendo gasolina a R$ 5,87 o litro e o etanol a R$ 3,97. Na Asa Sul, houve bastante variação nos valores. Em alguns postos no Eixinho a gasolina estava a R$ 5,89 e o etanol a R$ 3,99. Já em outros mais próximos do Setor Hospitalar Sul, o litro da gasolina chegava a R$ 6,08. A reportagem também passou por um posto onde o etanol estava sendo vendido a R$ 3,78. Já nas proximidades da Epia Sul, na altura da Candangolândia, motoristas relataram ter visto o litro da gasolina chegando a R$ 5,57.
De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, o aumento da mistura de etanol na gasolina não representa uma mudança significativa no preço desses dois combustíveis na prática, mas é uma estratégia para driblar as consequências que as tensões no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos e Irã, principalmente, trazem para o mercado brasileiro.
“O que realmente muda? O Brasil importa em torno de 4 a 6% de gasolina para suprir o mercado interno, diferentemente do diesel, que precisa importar 30% para isso. Como você coloca 2% de etanol, que é um produto do mercado interno, você não precisa importar e sobra 2% de gasolina, já que você tirou a gasolina e botou etanol no etanol no lugar. Significa que você tem 4% a menos de importação. Então, praticamente o Brasil ficou autossuficiente na gasolina, sem a necessidade de sofrer as intempéries de preços”, comentou Tavares.
Os preços variam bastante de posto para posto. Alguns motoristas, como Kevin William, 30, conseguiram encontrar um preço mais acessível. Enquanto abastecia o carro por R$ 5,87 o litro da gasolina, ele relatou ao JBr que a diminuição no preço já é um gasto a menos. “Eu não costumo andar muito de carro, mas já ajuda muito. Geralmente eu coloco gasolina mesmo, apesar do carro ser flex. Acho que para quem é motorista de aplicativo ou algo do tipo influencia mais”, disse Kevin.
Renato Magalhães, 45, não é motorista de aplicativo, mas trabalha como taxista. Por dirigir praticamente o dia inteiro, ele contou que sempre tem procurado os locais com preços mais baixos para aproveitar. “Varia muito de posto para posto. Para a gente que depende do abastecimento todo dia, impacta muito no nosso orçamento no final do mês [o preço da gasolina]. Então a gente sempre procura um preço mais em conta. Eu e os colegas aqui já temos alguns lugares que a gente já sabe onde tem uns preços melhores. E, realmente, quando reduz, faz uma diferença muito grande no final do mês”, destacou Renato.
De acordo com o taxista, com certa paciência é possível achar esses lugares onde o combustível está mais barato. “Eu reparo muito que nas regiões mais nobres de Brasília, Lago Sul, Lago Norte, lá é impossível você encontrar algum tipo de promoção. Então, geralmente, aqui na região central, Asa Sul e Asa Norte, e nas cidades satélites são os melhores lugares para abastecer”, completou.
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