Ir para o conteúdo
terça-feira, 20 de outubro de 2026
Distrito Federal

Escolas públicas do DF vão aderir à paralisação desta 4ª, diz Sinpro

Escolas públicas do DF vão aderir à paralisação desta 4ª, diz Sinpro

Ato será às 9h, na Praça do Buriti; Celina Leão pediu que o sindicato adiasse a paralisação, prevista para esta quarta-feira

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) manterá a paralisação geral dos profissionais da rede pública de ensino nesta quarta-feira (21/10). O movimento foi convocado para toda a categoria, e, segundo o sindicato, todas as escolas públicas do DF vão aderir, com suspensão das aulas ao longo do dia. A manifestação está marcada para as 9h, na Praça do Buriti.

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por sua vez, informou que a adesão à paralisação é facultativa e que cabe a cada profissional decidir se participará do ato. A pasta afirmou, ainda, que eventuais aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos e evitar prejuízos à aprendizagem dos estudantes.

A mobilização foi mantida após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), pedir que o sindicato reconsiderasse a data da paralisação. O ato ocorrerá quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

Em posicionamento divulgado nessa segunda-feira (19/10), o diretor do Sinpro-DF, Samuel Fernandes, reafirmou que a entidade não pretende adiar a manifestação. O sindicato defende que o governo dialogue com os profissionais e apresente soluções para as demandas da rede pública.

“Paralisar é um direito legítimo diante do descaso e da falta de diálogo. Os problemas da Educação não podem esperar o fim do período eleitoral. A responsabilidade de apresentar soluções é do governo!”, acrescentou.

O Sinpro-DF afirma que a paralisação busca mudanças na condução da política educacional do DF e mais diálogo entre o governo e os profissionais da rede pública.

“Queremos o fim das intervenções autoritárias nas escolas, das mudanças unilaterais no calendário escolar, no planejamento pedagógico e no PPP”, declarou Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF.

A entidade também aponta problemas nas condições de trabalho, como salas superlotadas, falta de estrutura, dificuldades no sistema Educa-DF e o adoecimento dos profissionais. O sindicato ainda inclui entre as pautas questões relacionadas à Educação Especial e Inclusiva e à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Adiamento do ato

Celina Leão comentou a paralisação durante uma caminhada de campanha no Pôr do Sol, nesta segunda-feira (19/10). A governadora pediu que o sindicato reconsiderasse a realização do ato quatro dias antes do segundo turno e afirmou que a mobilização pode gerar um confronto entre a categoria.

“Eu faço um apelo ao sindicato para que não faça [a paralisação]. É um momento de politização, quatro dias antes da eleição. É muito ruim, coloca a categoria em uma situação de confronto”, afirmou.

A governadora reconheceu que os professores têm reivindicações e disse estar disposta a negociar com a categoria, mas sugeriu que a mobilização ocorra em outro momento.

“Estou sempre disposta a atender tanto o sindicato quanto os professores. Sempre os respeitei. Agora a gente tem possibilidade de melhorar, fazer um novo momento. Mas uma paralisação quatro dias antes da eleição? Quem perde, principalmente, é a comunidade escolar”, declarou.

Escolas terão aulas suspensas na sexta-feira

Além da paralisação geral convocada pelo Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) para quarta-feira (21/10), os estudantes da rede pública do Distrito Federal também ficarão sem aulas na sexta-feira (23/10), em razão da preparação para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

A suspensão está prevista no Decreto nº 49.392, de 18 de setembro de 2026, do Governo do Distrito Federal. Nas escolas particulares, a medida vale para as unidades utilizadas como locais de votação. As demais devem manter as aulas normalmente.

Fonte