sábado, fevereiro 7, 2026
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GDF registra a primeira queijaria artesanal do Distrito Federal

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Uma iniciativa pioneira que visa fortalecer a produção artesanal de queijo, gerar renda e transformar o queijo do DF em atrativo cultural e turístico. Contando com apoio técnico e políticas públicas de fomento, o Governo do Distrito Federal deu um passo importante para valorizar a produção artesanal de queijos ao entregar o primeiro Registro Provisório da Queijaria Potiguar, e apresentar o relatório final da Rota do Queijo, programa que incentiva a regularização de pequenos produtores, garante segurança alimentar, oferece apoio técnico e transforma o setor em atrativo cultural e turístico.

Vice-governadora Celina Leão marcou presença na entrega do Registro Provisório da Queijaria Potiguar e no relatório final da Rota do Queijo | Fotos: Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

De acordo com a vice-governadora Celina Leão: “A Expoabra é uma alegria para todos nós e já se tornou uma tradição que movimenta negócios e incentiva o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Distrito Federal. Hoje lançamos novas rotas, como a do Queijo e do Vinho, que já fazem sucesso, que integram agricultura, turismo e economia local. Também adquirimos mais de R$ 60 milhões da agricultura familiar para a merenda escolar, incluindo mel, mostrando que é possível unir produção, economia e qualidade de vida para a nossa população. Será um momento de festa, com shows e exposições, valorizando produtores e famílias que tornam nosso campo cada vez mais produtivo e reconhecido”, afirmou.

O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, que também esteve presente no evento, disse que a experiência foi fantástica, e contou com grande envolvimento de todos os queijeiros do DF.

“No início, esperávamos apenas alguns produtores, e de repente chegamos a 26, estimulando outras pessoas a começarem a produzir queijo artesanal”, lembrou.

“É preciso que o queijo seja feito de maneira que possa ser colocado no mercado, e esse trabalho facilita isso, oferecendo assistência técnica, levantamento dos potenciais turísticos da região e fomento financeiro para aquisição de equipamentos. Mais do que isso, é a oportunidade de identificar o produto como legítimo, com selo de qualidade, dando perspectiva para que todos alcancem sucesso, sejam reconhecidos e ganhem dinheiro com seus negócios”, afirmou.

Nascido em 2024, o projeto da Rota do Queijo Artesanal do DF e Entorno, uma parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e os produtores, está em fase de estruturação como roteiro turístico pela Secretaria de Turismo (Setur). A iniciativa é inspirada na experiência da Rota das Uvas, e pretende transformar o queijo artesanal em atrativo cultural e gastronômico, para impulsionar também o turismo rural da região.

“O Distrito Federal é a primeira unidade da Federação a criar o registro provisório das queijarias artesanais. Hoje, entregamos o primeiro certificado à Queijaria Potiguar, que passa a produzir de forma regularizada, com segurança alimentar e novas oportunidades de crescimento. É renda, emprego e valorização da produção local”, destacou o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno. “A regularização das queijarias artesanais é uma prioridade. Com a Rota do Queijo, fortalecemos o agronegócio e valorizamos o queijo artesanal como patrimônio do DF”, concluiu.

Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do DF (Fape/DF), Fernando Cezar Ribeiro destacou o potencial local de produção. “Esse nosso pequeno quadrilátero tem produtos que a grande maioria não conhece. Através de um evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foi feita uma degustação às cegas de alguns produtos. No caso do vinho, recebemos o melhor vinho do Brasil; a mesma coisa aconteceu com a cachaça. Temos aqui no DF um produtor de café que foi reconhecido como o melhor do Brasil. E agora vários projetos mostram que o queijo de Brasília pode se destacar com grande produção. Tudo que produzimos, talvez não em quantidade, mas com qualidade, mostra nossa vitrine tecnológica para o resto do país. É isso que reforça a valorização do queijo artesanal e de outras culturas locais”, detalhou.

O secretário de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF), Claudio Abrantes, destacou que a área rural é uma grande fonte que a região tem. “É uma inspiração, está dentro de um rol de economia criativa que trata justamente dessa parte de inovação, toda essa parte de produção agrícola, ela é muito importante também no campo cultural porque a gastronomia ela é sim um dos nossos finais econômicos de cultura, porque quando você trata de vinho e de queijo, você está trabalhando também com experiências sensitivas, culturais e hereditárias”, afirma. Ele destacou ainda que a Secec-DF mantém proximidade com a Expoabra justamente por esse viés, além de ser responsável pela programação artística do evento.