O Jornal de Brasília analisou a progressão no quadro de filiados dos principais partidos envolvidos nas eleições distritais de 2026. Como critério, foram consideradas as legendas com pré-candidaturas confirmadas ao Palácio do Buriti ou com maior expressão nas possíveis chapas ao governo distrital, além de agremiações com maiores representações na Câmara Legislativa (CLDF). Os dados estão disponíveis no portal de filiações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O Partido dos Trabalhadores (PT) vive um dos melhores momentos na base de filiações. São 31,6 mil pessoas com cadastro homologado, um crescimento de 134,5% em relação a 2018. De acordo com o presidente distrital, Guilherme Sigmaringa, pode haver defasagem nos números. “Nós temos no sistema interno o registro de 67 mil filiações, mas muitas delas ainda estão com a homologação pendente no TSE”, explica.
Caso confirmado, o principal partido de oposição, que lançou a pré-candidatura de Leandro Grass ao governo, teria mais que o dobro de militância do MDB, que se mantém na casa dos 25 mil filiados desde 2018, quando finalmente assumiu o Executivo candango com Ibaneis Rocha. É, ainda, o partido de maior bancada na Câmara Legislativa (CLDF). Na sequência, PSDB, hoje com 18 mil tucanos no DF; e a sigla da vice-governadora Celina Leão, o PP, com 17,2 mil pessoas filiadas no Distrito Federal.
O PL de Jair Bolsonaro tem 12 mil filiados. O partido aposta em uma chapa “pura” ao Senado, com a deputada Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto sobe ao palanque de Leão ao Buriti. “Nosso foco não é só a eleição de outubro, mas a construção de quadros jovens para o futuro”, indica Kicis em entrevista ao JBr. O PSD é o menor em filiações, mas o que mais cresceu percentualmente de 2018 a 2025: 324%, com atuais 1,6 mil filiados em 2026, e deve disputar em torno do ex-governador José Roberto Arruda.
“PL não soltou a mão de Ibaneis”
A composição da chapa ao Senado minou o apoio bolsonarista a uma possível candidatura de Ibaneis à Casa Alta. “ Apesar disso, o PL está garantido no palanque da vice-governadora, Celina Leão, que vai tentar a vaga no Executivo. “Eu lancei a minha pré-candidatura ao Senado em novembro, com apoio da Michelle, do Flávio e do Jair Bolsonaro”, pontua Kicis. “O PL não soltou a mão do Ibaneis”, vaticina.
Do outro lado, o PSB lançou a pré-candidatura de Ricardo Capelli, interventor no Distrito Federal quando do afastamento do governador em função dos ataques de 8 de janeiro de 2023. “O campo progressista vai estar junto na eleição, disso não há dúvidas, mas todos os partidos têm direito a lançar seus candidatos”, pontua Sigmaringa. “Capelli é um nome que encantou o PT-DF nos trabalhos internos. É experiente e tem mérito próprio, o que é importante”, destaca o dirigente.
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