A franquia Resident Evil sempre foi elogiada pela otimização da RE Engine, permitindo que os jogos rodem até nos chamados “PCs batata”. Com a chegada de Resident Evil Requiem, a Capcom mantém essa tradição, mas traz desafios inéditos para o hardware, especialmente quando o assunto é memória de vídeo (VRAM) e o exigente Path Tracing.
Se você está na dúvida se o seu PC vai aguentar o tranco ou se vale a pena ligar o Ray Tracing, nós destrinchamos tudo para você.
O desafio inicial: cenários abertos vs. claustrofobia
O jogo impressiona logo de cara. A abertura com a personagem Grace Ashcroft caminhando por ruas chuvosas e cheias de NPCs é um dos cenários menos convencionais e mais pesados da franquia. Essa área aberta é o verdadeiro teste de fogo para processadores e placas de vídeo.
A boa notícia? Quando o jogo retorna para a sua essência claustrofóbica em ambientes fechados, a taxa de quadros (FPS) pode até dobrar.
RTX 5090 e o “vilão” do desempenho: path tracing
Se você acha que a todo-poderosa RTX 5090 roda o jogo com os pés nas costas, pense novamente. Renderizando o jogo nativamente em 4K com tudo no máximo e o Path Tracing (o traçamento de raios mais avançado) ativado, a placa não conseguiu atingir 30 FPS.
Para domar essa fera, o uso de upscaling é obrigatório:
- DLSS Modo Qualidade: sobe para cerca de 50 FPS.
- DLSS Modo Equilibrado: crava os 60 FPS.
- DLSS Modo Desempenho (1080p expandido para 4K): chega a quase 80 FPS.
O jogo também suporta Gerador de Quadros (Frame Generation) de até 4x, permitindo atingir marcas de 250 FPS, embora adicione um pouco de latência.
Ray Tracing ou Path Tracing: qual escolher?
A iluminação por Ray Tracing muda completamente o jogo, integrando os personagens ao cenário de forma muito mais natural (como personagens em áreas de sombra de guarda-chuvas). No entanto, os reflexos intermediários causam problemas.
A dica de ouro é:
- Se for usar reflexos, vá de Path Tracing ou prefira deixar os reflexos do Ray Tracing desligados. No modo Médio ou Alto, o Ray Tracing gera granulação e cintilação nas bordas dos reflexos, fazendo o reflexo tradicional (SSR) ser uma opção visualmente mais limpa, apesar de suas anomalias visuais.
- O Path Tracing melhora os gráficos absurdamente, mas pode causar um leve delay (pop-in) no carregamento de texturas e reflexos.
Como o jogo roda nas placas intermediárias?
A falta de memória de vídeo (VRAM) é o maior obstáculo de Resident Evil Requiem.
- RTX 4070 (12GB): consegue rodar com Path Tracing a 84 FPS (1080p, DLSS Qualidade), mas exige reduzir as texturas para o modo Médio para não estourar a VRAM.
- RTX 5060 (8GB): roda bem no preset Alto com Ray Tracing Médio (75 FPS), mas o Path Tracing faz a placa derreter para 17 FPS por falta de memória.
- RTX 3060: como não sofre tanto no limite de memória dependendo do modelo, mantém mais de 60 FPS no preset Alto com texturas no máximo.
- AMD Radeon RX 9060 XT (16GB): os 16GB de VRAM garantem estabilidade incrível. A placa compete de igual para igual com a NVIDIA em Ray Tracing usando o novo FSR 4 com gerador de quadros. Contudo, a AMD não tem a opção de Path Tracing habilitada no menu, uma ausência sentida.
- Intel Arc B580 (12GB): a grande surpresa! Com drivers de lançamento, cravou 88 FPS no preset Alto e manteve 60 FPS com Ray Tracing Alto ativado.
Tem uma placa antiga (6GB) ou Steam Deck? Ainda há esperança!
Se você está no limite dos requisitos mínimos, o jogo ainda é acessível:
- RTX 2060 (6GB – Requisito Mínimo): para caber na memória, você precisará colocar as texturas no mínimo e desligar o efeito realista de fios de cabelo (que melhora muito o visual em relação a RE7 e Village, mas consome muita VRAM).
- RX 580 e GTX 1060: as guerreiras de 10 anos atrás rodam o jogo a mais de 30 FPS em 1080p (FSR Qualidade, preset Médio). Nota: A RX 580 apresenta um bug visual (white-washing) que aguarda correção via driver ou patch.
- Steam Deck e Portáteis: O PC portátil da Valve entrega confortáveis 30+ FPS na exigente área inicial e chega a 50 FPS em locais fechados (720p, Preset Baixo, FSR Qualidade). Portáteis mais potentes como o ROG Ally e Legion Go terão resultados ainda melhores.
Roda bem?
Resident Evil Requiem é um título que escala muito bem. Ele oferece tecnologias gráficas de ponta para quem quer extrair o máximo de placas premium da linha RTX 4000 e 5000, mas não abandona os jogadores com setups modestos. Apenas fique de olho nas configurações de textura e Ray Tracing se a sua placa tiver menos de 12GB de VRAM!
vai rodar?
Resident Evil Requiem TÁ LEVINHO NO PC!
