Pergunte para qualquer pessoa que jogou todos os games da série Assassin’s Creed: quais são os três melhores jogos da franquia. Eu tenho certeza que Assassin’s Creed Black Flag, de 2013, será top 3 na lista da ampla maioria.
Por isso, não surpreende que a Ubisoft tenha escolhido justamente esse título para um remake daquilo que, espero eu, seja o primeiro de uma série de muitos. Assassin’s Creed Black Flag Resynced melhora o que já era bom, ampliando a história e modernizando a jogabilidade.
Tive a oportunidade de jogar três horas do game na versão para PC, a convite da Ubisoft, diretamente no escritório da empresa, em São Paulo. Minhas primeiras impressões sobre o jogo é que quero ele na minha mesa para ontem.
Maior, melhor e mais bonito
Assassin’s Creed Black Flag Resynced promete ser o remake que os fãs da franquia esperavam, trazendo o clássico de 2013 para a nova geração com um visual deslumbrante e mecânicas modernizadas.
Desenvolvido no motor gráfico Anvil (o mesmo de Assassin’s Creed Shadows), o jogo será lançado em 9 de julho de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC.
Visualmente, o jogo impressiona pela fidelidade e beleza. O Caribe é verdadeiramente incrível, com cores vibrantes, ondas extremamente detalhadas e uma iluminação moderna.
O sistema de clima agora é dinâmico e realista, com tempestades que reduzem a visibilidade e afetam drasticamente a navegação, tornando o controle do navio Gralha um desafio em mares revoltados.
Graficamente, tudo foi completamente renovado e o resultado é deslumbrante.
Combate renovado com foco em ação, não RPG
Diferente das entradas mais recentes da série, Assassin’s Creed Black Flag Resynced se mantém fiel às suas raízes de jogo de ação, sem árvores de habilidades ou sistemas de XP. No entanto, o combate terrestre foi totalmente reformulado com um novo sistema de parry, mais ferramentas e melhorias de IA.
O antigo sistema de parry de apenas esperar e contra-atacar foi substituído por um foco em aparos (parries), chutes, rasteiras e combos avançados.
O dardo de corda está mais ágil e Edward pode usar armas de fogo de forma mais dinâmica durante as lutas. Aliás, atirar de média distância é uma das mecânicas mais legais para se livrar de verdadeiras enxurradas de inimigos.
Os inimigos agora aprendem com o estilo de jogo do jogador, forçando o uso de todo o repertório de Edward. Ou seja, se você usar sempre a mesma tática, as coisas vão ficar complicadas.
Navegação e exploração no coração do jogo
O Gralha continua sendo a estrela do jogo, mas com adições pontuais. Cada arma do navio agora possui uma opção de disparo secundário, como um tiro duplo para os canhões laterais.
Além disso, novas canções de marujos (shanties) foram adicionadas para acompanhar as viagens. Uma mudança significativa na exploração é que Edward agora pode mergulhar em qualquer lugar para descobrir segredos e colecionáveis.
Mudanças na narrativa
A história principal permanece a mesma, com os diálogos regravados pelo elenco original, incluindo Matt Ryan como Edward Kenway. Em português, os diálogos foram redublados pela mesma equipe do título original.
Porém, temos novidades importantes na história. Foram adicionados personagens inéditos, como a oficial naval Lucy Baldwin, com missões próprias. Há cerca de 6 horas de conteúdo inédito.
As controversas seções de jogabilidade na Abstergo em primeira pessoa foram eliminadas. Eu particularmente sempre detestei esse aspecto do jogo, então achei essa uma ótima notícia. O “tempo presente” agora é representado por fendas de cenários “E se?” e clipes de dados do Animus.
Edward finalmente pode se agachar livremente, o que dá mais dinamismo ao modo stelath. As famosas missões de perseguição/escuta foram reduzidas ou tornadas mais flexíveis, não resultando mais em falha instantânea ao ser detectado. Em outras palavras, ficou mais fácil.
Expectativa lá no alto
É importante reforçar que a versão para PC a qual tive acesso não é a final do jogo. Então sim, vi alguns bugs. Porém, imagino que todos eles devem ser trabalhados para versão final (a própria Ubisoft mencionou alguns deles, como prova de que a equipe de desenvolvimento está ciente).
Porém, me parece inegável aqui que Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um remake pontual e certeiro. O jogo consegue equilibrar a nostalgia de um dos títulos mais queridos da Ubisoft com as conveniências tecnológicas da atualidade.
Mais do que criar uma grande expectativa para esse lançamento, ele me fez pensar também em como seria ótimo ver remakes na mesma linha de jogos como Assassin’s Creed ou Assassin’s Creed 2 (o meu preferido entre todos).
Em resumo: eu não vejo a hora de jogar mais.
🎮 Nos consoles e PC
Assassin's Creed Black Flag Resynced inicia pré-venda – veja preços!

