domingo, abril 26, 2026
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Intel pode adiar Xeon 7 Diamond Rapids para 2027, aponta vazamento

O processador Intel Xeon 7 Diamond Rapids, aguardado para o segundo semestre de 2026, pode ter escorregado para meados de 2027, segundo informações do leaker Jaykihn, conhecido por vazamentos precisos sobre roadmaps de semicondutores.

O atraso abre uma janela significativa para a AMD no mercado de servidores, já que os processadores EPYC Venice, baseados na arquitetura Zen 6, seguem com lançamento previsto ainda em 2026.

Um atraso que se soma a outros

O Diamond Rapids já vinha com o seu escopo reduzido. No final de 2025, a Intel confirmou o cancelamento da variante com 8 canais de memória, concentrando a linha exclusivamente nos modelos com 16 canais.

Na época, a decisão foi interpretada como uma aposta no segmento de alto desempenho e em servidores voltados para IA, mas também eliminou opções mais acessíveis da família Xeon 7.

Divulgação/Intel

Agora, com o lançamento empurrado para meados de 2027, o Granite Rapids (linha Xeon atual) permanecerá em produção por ao menos mais um ano do que o planejado originalmente.

A Intel não comentou o atraso durante o seu balanço do primeiro trimestre de 2026, divulgado na véspera. Naquela apresentação, as ações da empresa chegaram a subir 20% no after-hours após um resultado expressivo no segmento de data center e IA, o que torna o silêncio sobre o Diamond Rapids ainda mais notável.

O que o Diamond Rapids deve entregar

Segundo o vazamento, o lançamento inicial do Diamond Rapids contará com modelos de até 256 núcleos P-core, todos baseados na arquitetura Panther Cove-X, uma versão otimizada para servidores derivada do design Coyote Cove.

Alguns meses depois, uma segunda onda de produtos trará versões com até 512 núcleos, e ambas as gerações serão compatíveis com o mesmo soquete, o LGA9324, sem exigir trocas de plataforma.

Divulgação/Intel

A família utilizará memória MRDIMM de segunda geração em configuração de 16 canais, o que resulta em largura de banda de até 1,6 TB/s. Para efeito comparativo, o EPYC Genoa atual da AMD opera com 12 canais. O chip será fabricado no nó Intel 18A.

Um detalhe relevante: o Diamond Rapids será a última geração Xeon sem suporte a SMT (Simultaneous Multithreading, conhecido como Hyper-Threading). A Intel eliminou o recurso em versões anteriores como medida de segurança e desempenho em workloads específicos, mas a sua ausência continua sendo um ponto de debate entre administradores de servidores.

Coral Rapids traz o SMT de volta em 2028

A geração seguinte, batizada de Coral Rapids, está prevista para meados de 2028 e retoma o Hyper-Threading na linha Xeon P-core.

O lançamento começará com variantes de 8 canais de memória, mas o próprio CEO da Intel, Lip-Bu Tan, sinalizou na chamada de resultados do Q1 2026 que o calendário do Coral Rapids pode ser antecipado caso a demanda de mercado justifique.

Detalhes técnicos sobre arquitetura, contagem de núcleos e desempenho do Coral Rapids ainda não circulam em fontes confiáveis.

Divulgação/Intel

Clearwater Forest mantém a Intel no jogo em 2026

Enquanto o Diamond Rapids aguarda 2027, a Intel não ficará sem novidades no segmento de servidores. O Clearwater Forest, classificado como plataforma Xeon 6+, segue no cronograma para o primeiro semestre de 2026 e funcionará como ponte entre o Xeon 6 atual e o futuro Xeon 7.

Diferente do Diamond Rapids, que aposta em P-cores de alto desempenho, o Clearwater Forest é composto exclusivamente por núcleos E-core Darkmont, chegando a até 288 núcleos por processador.

Para empacotar essa densidade, a Intel utiliza a tecnologia Foveros 3D, empilhando 12 chiplets de computação sobre três bases ativas e dois tiles de I/O.

O chip também é fabricado no nó Intel 18A e suporta memória DDR5-8000 em 12 canais, com largura de banda compatível com cargas de trabalho paralelas intensas, como inferência de IA em larga escala.

AMD na frente, por ora

O atraso do Diamond Rapids coloca a Intel numa posição delicada, pois a AMD deve lançar o EPYC Venice (Zen 6) ainda em 2026, com até 256 núcleos e suporte a memória de alta largura de banda, sem concorrência direta de uma linha P-core da Intel por ao menos um ano. A geração seguinte da AMD, o EPYC Verano, está prevista para 2027, coincidindo exatamente com a chegada do Diamond Rapids.

Divulgação/AMD

Vale lembrar que todas essas informações partem de um vazamento não confirmado oficialmente pela Intel.

Roadmaps de semicondutores são voláteis, e a própria empresa já demonstrou capacidade de comprimir ou dilatar prazos conforme as condições de mercado e de fabricação.

Por ora, porém, o panorama para os próximos anos no segmento de servidores aponta para uma AMD com vantagem de tempo, enquanto a Intel prepara uma resposta tecnicamente ambiciosa para 2027.

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Entre o atraso e a aposta de longo prazo

O Diamond Rapids adiado para 2027 representa menos um tropeço isolado e mais um reflexo das escolhas que a Intel fez ao longo dos últimos anos: cancelar a variante de 8 canais, concentrar esforços no nó 18A e redesenhar a arquitetura com Panther Cove-X são apostas que podem pagar dividendos, mas exigem tempo.

Com 512 núcleos P-core prometidos numa única plataforma e largura de banda de 1,6 TB/s, o Xeon 7 tem potencial para ser a resposta mais contundente que a Intel já preparou para o mercado de Data Centers, desde que chegue ao mercado dentro do prazo desta vez.

Fonte(s): Tom’s Hardware

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