terça-feira, abril 14, 2026
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Casos graves de gripe continuam em nível de alerta no DF 


Por Luiza Melo
redacao@grupojbr.com

O Boletim InfoGripe, realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em níveis de alerta no Distrito Federal. No entanto, apesar do risco, há sinal de queda no crescimento das ocorrências a longo prazo.  

A SRAG surge principalmente a partir de complicações de infecções virais como a Influenza e Covid-19. A doença causa inflamação severa nos pulmões e geralmente precisam de cuidados especiais, como internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). 

Em 2026, já foram notificados mais de 31 mil registros da síndrome no país. A incidência é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao Vírus sincicial respiratório (VSR) e ao rinovírus. Já a mortalidade é maior entre os idosos, liderado pela influenza A e Covid-19.

No DF, os casos que afetam especialmente crianças de até dois anos continuam aumentando. A médica intensivista do Hospital Santa Marta Adele Vasconcelos orienta para algumas recomendações para esse grupo durante esse período de risco. 

Ela alerta que esta época do ano é propícia para a transmissão de vírus respiratórios e podem evoluir rapidamente para ocorrências mais graves. Entre os cuidados, a especialista destaca a importância da vacinação em crianças acima de seis meses e recomenda a avaliação médica em casos de sintomas graves. 

“É super importante qualquer sinal de uma respiração mais rápida, de um chiado no peito, dificuldade para mamar, criança prostrada que não se alimenta, deve ser levado imediatamente para avaliação médica. E também evitar exposição a pessoas gripadas, não levar bebês para aglomeração e manter a higiene rigorosa de suas mãos para ficar perto de crianças”, enfatiza. 

Cuidados gerais 

Apesar do cenário de alto risco, a médica avalia que não há motivo para pânico na população. Ela explica que os casos de SRAG apenas necessitam de uma atenção maior. Para a prevenção, a especialista recomenda atenção redobrada a pessoas do grupo de risco. Higiene das mãos com frequência, evitar aglomeração e locais fechados, e atualizar a carteira de vacinação são alguns dos cuidados fundamentais para prevenir o aumento dos casos.

“Normalmente a gripe é realmente autolimitada, as pessoas ficam bem rapidamente, mas os sintomas maiores, mais clássicos não podem ser banalizados. Se tiver algum sinal de piora, cansaço, dificuldade para respirar, febre alta, é necessário uma avaliação médica imediata”, avalia.


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