segunda-feira, julho 13, 2026
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União Europeia não pode impedir Sony de encerrar produção de mídia física

Diante da decisão da Sony de encerrar a produção de novas mídias físicas para o PlayStation a partir de 2028, alguns críticos da decisão decidiram recorrer à União Europeia para impedir que isso aconteça. No entanto, um representante do bloco explica que não há instrumentos regulatórios que possam forçar a empresa a mudar de rumo.

Segundo Michael McGrath, que atua como comissário de Democracia, Justiça, Estado de Direito e Defesa do Consumidor do bloco, a Sony tem a liberdade de oferecer produtos da maneira que julgar mais adequado. No entanto, ela ainda tem que respeitar as leis que já estão vigentes nos países em que opera.

A declaração foi feita ao Parlamento Europeu de Strasbourg, no qual ele comentou sobre iniciativas como o Stop Killing Games. Segundo ele, houve discussões sobre a obrigatoriedade de empresas continuarem a oferecer acesso a jogos cujos servidores foram encerrados. No entanto, a proposta não foi para frente em meio a acusações de lobby da indústria de games.

Sony não deve mudar de postura

Enquanto a União Europeia não pretende tomar medidas em relação à decisão da Sony, algumas autoridades brasileiras estão tentando tomar algumas medidas. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou uma representação junto à Secretária Nacional do Consumidor (Senacon) para garantir que as mídias para o PlayStation 5 vão continuar a ser oferecidas.

Imagem: Divulgação/PlayStation

Ela também acionou o PROCON-SP, que não se opôs à migração da companhia para um ambiente 100% digital. No entanto, o órgão afirma que ela só pode fazer isso contanto que respeite direitos básicos dos consumidores, que incluem a liberdade de uso e a possibilidade de vender e emprestar os produtos adquiridos.

Apesar das críticas à decisão, analistas afirmam que a Sony não deve mudar de postura. O Dr. Serkan Toto, CEO da Kantangames, afirmou que a corporação sabia que enfrentaria críticas e no momento está “esperando a tempestade passar” antes de prosseguir com os planos já anunciados.

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Imagem: Divulgação/PlayStation

Segundo Andrew Ching, da John Hopkins Carey Business School, a decisão da Sony pode ser prejudicial em alguns dos processos coletivos que ela enfrenta nos tribunais. A companhia tem usado o mercado de mídia física como uma forma de se defender de acusações de que a PlayStation Store forma um monopólio digital.

Ele explica que, com o fim do comércio tradicional, os consumidores não vão ter alternativa a não ser adquirir conteúdo pela loja oficial do console. E, com isso, eles vão ter menos oportunidades de desfrutar de descontos ou de títulos cujos valores sugeridos caem com o passar do tempo.

Fonte: VGC, Eurogamer Portugal

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