No dia 17 de julho, a Bethesda agradou a muitos dos fãs de Fallout ao revelar que prepara o lançamento de diversos jogos da franquia. Ao mesmo tempo, a companhia trabalhava nos bastidores para encerrar prematuramente os contratos de vários desenvolvedores que atuavam no Canadá.
Segundo o sindicato OneBGS, que representa esses trabalhadores, o anúncio público dos novos jogos da série foi feito para coincidir com essa decisão. A entidade afirma que a liderança do estúdio encerrou os contratos meses antes de suas previsões de término, e não ofereceu qualquer rescisão ou tentativa de negociação.
Assim, o anúncio de novos Fallout é considerado pelo sindicato como uma “cortina de fumaça” destinada a encher os sites noticiosas de relatos positivos sobre a Bethesda. “Disseram a eles que eles continuaram empregados até setembro enquanto a companhia negociava rescisões com nosso sindicato”, explicou a OneBGS.
No entanto, no dia 17 de julho, a liderança da desenvolvedora enviou e-mails afirmando que os contratos seriam encerrados no mesmo dia. Ela também decidiu pagar somente o mínimo possível exigido pela lei canadense, cortando imediatamente qualquer cobertura de saúde fornecida aos afetados.
Bethesda quer fazer mais Fallout com menos pessoas
Diante da situação relatada, a OneBGS decidiu entrar com uma ação legal contra a Bethesda e contra a Microsoft, que é dona da desenvolvedora. Ações semelhantes foram tomadas pela Communication Workers of America e a CWA Canadá, outros grupos que representam trabalhadores do estúdio.
Segundo eles, as empresas se aproveitaram do anúncio de novos capítulos de Fallout para quebrar as leis e violar acordos coletivos. As entidades também afirmam que as companhias não respeitaram suas obrigações de discutir os termos de demissões com os representantes de seus empregados, que estão em meio à negociação de um grande contrato.
Relatos vindos de dentro da Bethesda afirmam que as demissões feitas pela Xbox tiveram um grande efeito na moral dos trabalhadores que restaram. Muitos afirmam que continuam incertos sobre a manutenção de seus empregos, e os cortes vão atrasar o lançamento de novos Fallout e The Elder Scrolls graças à perda de uma grande quantidade de conhecimento institucional.
A Zenimax Online, que também perdeu muitos funcionários, já deu sinais claros das consequências imediatas que as demissões trouxeram. Na última quarta-feira (22), o estúdio revelou que vai encerrar a versão para navegadores da Crown Store de The Elder Scrolls Online, pois não tem mais as equipes necessárias para garantir sua manutenção.
Fonte: PC Gamer
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